Uma mãe do País de Gales está fazendo campanha por mais investimentos em pesquisas sobre tumores cerebrais após perder a filha de 11 anos apenas 13 dias depois do diagnóstico de uma doença agressiva e incurável.
Alicia-Adele Axiak, de Caerphilly, era descrita pela família como uma criança saudável, ativa e cheia de vida. A menina praticava dança, ginástica e netball regularmente e não apresentava sinais aparentes de doença.
Tudo começou em abril de 2025, quando Alicia acordou reclamando de dormência em um dos braços.
Inicialmente, a mãe, Amanda Axiak, acreditou que o desconforto pudesse estar relacionado às atividades físicas da filha ou à forma como havia dormido.
Mas, ao longo do dia, a dormência se espalhou para o rosto e uma das pernas.
Preocupada, Amanda entrou em contato com o médico de família, que recomendou atendimento imediato devido à possibilidade de sintomas semelhantes aos de um AVC.
Alicia foi levada ao Hospital Grange, em Cwmbran, onde exames de ressonância magnética revelaram um diagnóstico devastador: glioma difuso da linha média (DIPG), um tumor cerebral raro, agressivo e considerado incurável.
“Isso destruiu completamente o nosso mundo”, afirmou Amanda em entrevista à BBC Wales.
Segundo a família, Alicia havia passado por exames oftalmológicos poucas semanas antes e não apresentava dores de cabeça, febres ou qualquer outro sintoma preocupante.
“Veio do nada”, disse a mãe.
Os médicos explicaram que o tumor era inoperável e sem possibilidade de cura.
Alicia morreu no dia 25 de abril de 2025, apenas 13 dias após receber o diagnóstico.
Desde então, Amanda iniciou uma campanha para aumentar a conscientização sobre tumores cerebrais infantis e cobrar mais investimentos em pesquisas.
Ela criou o grupo Alicia-Adele’s Angels, que já arrecadou milhares de libras para instituições ligadas à pesquisa de tumores cerebrais.
Segundo a instituição Brain Tumour Research, tumores cerebrais são a principal causa de morte por câncer em crianças e adultos com menos de 40 anos no País de Gales. Apesar disso, a área recebeu apenas cerca de 1% do financiamento destinado à pesquisa oncológica no Reino Unido desde 2002.
Amanda afirma que está determinada a garantir que a morte da filha “não tenha sido em vão”.
“Ela tinha tanta empatia e amor. Era um anjo absoluto”, declarou.
O governo galês afirmou que o novo plano nacional de combate ao câncer dará maior ênfase à pesquisa, inovação e ampliação do acesso a tratamentos e ensaios clínicos para pacientes com câncer cerebral.