Menina de 11 anos morreu menos de duas semanas após primeiros sintomas

de tumor cerebral raro

Por Catriona Aitken
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Menina de 11 anos morreu menos de duas semanas após primeiros sintomas
Amanda Axiak

Uma mãe do País de Gales está fazendo campanha por mais investimentos em pesquisas sobre tumores cerebrais após perder a filha de 11 anos apenas 13 dias depois do diagnóstico de uma doença agressiva e incurável.

Alicia-Adele Axiak, de Caerphilly, era descrita pela família como uma criança saudável, ativa e cheia de vida. A menina praticava dança, ginástica e netball regularmente e não apresentava sinais aparentes de doença.

Tudo começou em abril de 2025, quando Alicia acordou reclamando de dormência em um dos braços.

Inicialmente, a mãe, Amanda Axiak, acreditou que o desconforto pudesse estar relacionado às atividades físicas da filha ou à forma como havia dormido.

Mas, ao longo do dia, a dormência se espalhou para o rosto e uma das pernas.

Preocupada, Amanda entrou em contato com o médico de família, que recomendou atendimento imediato devido à possibilidade de sintomas semelhantes aos de um AVC.

Alicia foi levada ao Hospital Grange, em Cwmbran, onde exames de ressonância magnética revelaram um diagnóstico devastador: glioma difuso da linha média (DIPG), um tumor cerebral raro, agressivo e considerado incurável.

“Isso destruiu completamente o nosso mundo”, afirmou Amanda em entrevista à BBC Wales.

Segundo a família, Alicia havia passado por exames oftalmológicos poucas semanas antes e não apresentava dores de cabeça, febres ou qualquer outro sintoma preocupante.

“Veio do nada”, disse a mãe.

Os médicos explicaram que o tumor era inoperável e sem possibilidade de cura.

Alicia morreu no dia 25 de abril de 2025, apenas 13 dias após receber o diagnóstico.

Desde então, Amanda iniciou uma campanha para aumentar a conscientização sobre tumores cerebrais infantis e cobrar mais investimentos em pesquisas.

Ela criou o grupo Alicia-Adele’s Angels, que já arrecadou milhares de libras para instituições ligadas à pesquisa de tumores cerebrais.

Segundo a instituição Brain Tumour Research, tumores cerebrais são a principal causa de morte por câncer em crianças e adultos com menos de 40 anos no País de Gales. Apesar disso, a área recebeu apenas cerca de 1% do financiamento destinado à pesquisa oncológica no Reino Unido desde 2002.

Amanda afirma que está determinada a garantir que a morte da filha “não tenha sido em vão”.

“Ela tinha tanta empatia e amor. Era um anjo absoluto”, declarou.

O governo galês afirmou que o novo plano nacional de combate ao câncer dará maior ênfase à pesquisa, inovação e ampliação do acesso a tratamentos e ensaios clínicos para pacientes com câncer cerebral.


FONTE: BBC News
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