Os médicos residentes da Inglaterra anunciaram uma nova rodada de greves em meio à longa disputa salarial com o governo britânico.
A paralisação acontecerá entre os dias 15 e 19 de junho e será a 16ª greve realizada pela categoria desde o início das negociações sobre salários e condições de trabalho.
O anúncio foi feito após uma reunião entre a Associação Médica Britânica (BMA) e o novo secretário de Saúde do Reino Unido, James Murray, que assumiu o cargo no início deste mês.
Segundo fontes ligadas às negociações, o governo afirmou que não pretende ampliar a proposta salarial atual, classificando as exigências do sindicato como “irrealistas e inacessíveis”.
Nos últimos quatro anos, os médicos residentes receberam aumentos salariais acumulados de cerca de 33%, incluindo um reajuste de 3,5% neste ano.
Com isso, os salários iniciais da categoria ultrapassam £40 mil por ano, podendo chegar a cerca de £76,5 mil para profissionais mais experientes, sem incluir pagamentos extras por plantões, horários noturnos e horas adicionais.
Apesar dos reajustes, a BMA argumenta que os salários ainda permanecem aproximadamente 20% abaixo dos níveis de 2008 quando ajustados pela inflação.
O líder do comitê de médicos residentes da BMA, Dr. Jack Fletcher, afirmou que havia expectativa de uma mudança de postura após a troca no comando do Departamento de Saúde.
“Esperávamos uma nova abordagem, mas encontramos a mesma falta de disposição para negociar”, declarou.
Em março, o governo apresentou uma proposta que incluía mais vagas de treinamento, progressão mais rápida na carreira e ajuda para cobrir despesas profissionais, como taxas de exames. A oferta, porém, foi rejeitada pelos médicos.
O novo movimento grevista aumenta a pressão sobre o sistema público de saúde britânico, o NHS, que já enfrenta desafios relacionados à falta de profissionais, filas de espera e sobrecarga hospitalar.
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