Três adolescentes foram condenados pelo estupro de duas meninas em ataques separados ocorridos em Fordingbridge, Hampshire, nos anos de 2024 e 2025. Os casos foram julgados no Tribunal da Coroa de Southampton.
Segundo os promotores, as agressões foram filmadas pelos próprios agressores, que riam e se incentivavam mutuamente durante os ataques. As imagens chegaram a ser compartilhadas nas redes sociais.
Os dois réus de 15 anos receberam ordens de reabilitação juvenil de três anos, com vigilância e supervisão intensiva. O terceiro, de 14 anos, ficará sob supervisão probatória por um ano e meio. Nenhum deles foi preso.
Ao proferir a sentença, o juiz Nicholas Rowland afirmou que seu objetivo era "evitar criminalizar essas crianças desnecessariamente" e favorecer sua reintegração à sociedade, destacando que "a pressão do grupo teve grande peso no que aconteceu". Duas mães dos condenados choraram ao ouvir que os filhos não iriam para a prisão.
As vítimas
A primeira vítima tinha 15 anos quando foi atacada três vezes em uma passagem subterrânea às margens do rio Avon. Ela havia viajado para encontrar pessoalmente um dos meninos, com quem mantinha contato pelo Snapchat, mas ao chegar foi surpreendida pelos outros dois. Segundo o tribunal, ela se sentiu "petrificada" e "encurralada", temendo ser jogada no rio. Após o ataque, o vídeo foi espalhado nas redes sociais e ela passou a receber mensagens abusivas.
A segunda vítima tinha 14 anos quando foi abordada no Fordingbridge Recreation Ground, ameaçada com uma faca e posteriormente estuprada três vezes em um campo próximo. Nenhuma faca foi encontrada, mas laudos forenses confirmaram que suas leggings foram cortadas por um objeto cortante. Imagens exibidas no julgamento mostraram a menina imóvel no chão enquanto um dos agressores gritava incentivos.
Alerta das autoridades
O Ministério Público alertou que casos de estupro e violência sexual envolvendo jovens estão em crescimento. A promotora sênior Siobhan Blake destacou a responsabilidade coletiva: "Todos nós, como cidadãos, temos um papel a cumprir — o de ter conversas claras com nossos adolescentes sobre atitudes misóginas e questioná-las com firmeza."
Este conteúdo aborda temas que podem ser perturbadores para alguns leitores.