Outra onda de greves deve atingir o metrô de Londres após motoristas iniciarem uma disputa sobre a introdução voluntária de uma semana de quatro dias com jornadas condensadas.
Membros do sindicato Rail, Maritime and Transport (RMT) votaram contra as mudanças, classificando a proposta como uma “falsa semana de quatro dias”, que, segundo eles, equivale a comprimir cinco dias de trabalho em apenas quatro.
A Transport for London (TfL) descreveu a paralisação como “decepcionante” e afirmou que os motoristas continuarão tendo a opção de manter o atual regime de cinco dias de trabalho.
As greves começam às 12h desta terça-feira (horário BST). Durante a paralisação, não são esperados serviços nas linhas Circle e Piccadilly, além de interrupções na linha Metropolitan, entre Baker Street e Aldgate, e na linha Central, entre White City e Liverpool Street.
Uma segunda greve de 24 horas está programada para começar às 12h de quinta-feira, com reflexos também na operação de sexta-feira.
Apesar da paralisação, muitos motoristas devem continuar trabalhando normalmente, incluindo membros do sindicato de maquinistas Aslef, que aceitou a proposta da semana voluntária de quatro dias. O sindicato afirmou que o acordo oferece cerca de 35 dias extras de folga por ano em troca de “pequenas mudanças” nas condições de trabalho.
Um porta-voz da Aslef afirmou que seria “a primeira greve da história do movimento sindical destinada a impedir uma jornada de trabalho mais curta e mais tempo livre”.
Já a RMT argumenta que a proposta reduz a flexibilidade dos turnos e pode obrigar motoristas a trabalharem com apenas 24 horas de aviso prévio sobre suas escalas. O sindicato também levantou preocupações relacionadas à duração das jornadas e ao risco de fadiga, destacando possíveis impactos na segurança operacional.
Segundo a TfL, as negociações continuam em busca de um acordo para encerrar a disputa.