Inflação mantém-se em 2,8% no Reino Unido apesar das pressões
sobre energia e transportes
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A inflação no Reino Unido manteve-se em 2,8% nos 12 meses até maio, contrariando as previsões dos analistas, que esperavam uma subida para 3%.
Os novos dados divulgados pelo Office for National Statistics (ONS) mostram que a desaceleração dos preços dos alimentos ajudou a compensar os aumentos registados nos custos dos transportes, combustíveis e viagens.
Segundo o ONS, os preços dos combustíveis aumentaram 24,6% em comparação com o mesmo período do ano passado, contribuindo para que a inflação no setor dos transportes atingisse 6,8%, o valor mais elevado desde dezembro de 2022.
Por outro lado, os preços dos alimentos apresentaram uma evolução mais favorável. A inflação alimentar caiu de 3% em abril para 2,2% em maio, registando o crescimento mais lento desde dezembro de 2024.
A redução foi impulsionada principalmente pela desaceleração dos aumentos de preços em produtos como carne, lacticínios e vegetais.
Especialistas acreditam que a recente diminuição das tensões no Médio Oriente, após o acordo alcançado entre os Estados Unidos e o Irão, poderá ajudar a limitar novas pressões sobre os preços da energia e dos combustíveis.
No entanto, economistas alertam que os efeitos dos aumentos anteriores nos custos energéticos ainda poderão ser sentidos nos próximos meses, especialmente quando forem atualizadas as tarifas de energia.
A chanceler Rachel Reeves afirmou que o governo continua focado em proteger famílias e empresas do aumento do custo de vida, destacando medidas como o congelamento do imposto sobre combustíveis e iniciativas para reduzir os custos energéticos.
Já a oposição argumenta que a inflação continua acima do desejado e que muitas famílias ainda enfrentam dificuldades devido ao aumento persistente dos preços.
Os números divulgados surgem na véspera da próxima decisão do Banco de Inglaterra sobre as taxas de juro. A expectativa do mercado é que a taxa principal permaneça nos atuais 3,75%.
Apesar da estabilidade registada em maio, analistas consideram que a evolução dos preços da energia, dos combustíveis e do comércio internacional continuará a ser determinante para o comportamento da inflação ao longo dos próximos meses.