Os Estados Unidos e o Irã estão mais próximos de um acordo para reduzir as tensões no Oriente Médio, mas ainda não chegaram a um entendimento definitivo, segundo afirmou o vice-presidente americano, JD Vance.
Em entrevista a jornalistas, Vance disse que ainda é cedo para prever “quando ou se” um acordo será oficialmente concluído, embora tenha destacado que as negociações continuam avançando.
Mais cedo, fontes do governo dos EUA informaram à BBC que os dois países teriam concordado com uma estrutura preliminar de entendimento, que ainda depende da aprovação do presidente Donald Trump e da liderança iraniana.
Segundo os relatos, a proposta prevê a extensão do atual cessar-fogo por mais 60 dias e a abertura de negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano. No entanto, a agência iraniana Tasnim afirmou que nenhum acordo foi oficialmente confirmado.
Entre os pontos em discussão está a situação do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. Aproximadamente um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos globalmente passa pela região.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, o esboço do acordo poderia permitir a retomada da navegação sem restrições pelo estreito, além da suspensão de algumas sanções americanas que atualmente limitam as exportações de petróleo iraniano.
Apesar do clima de cauteloso otimismo, permanecem divergências importantes, principalmente em relação ao programa nuclear do Irã.
Washington continua exigindo que Teerã interrompa o enriquecimento de urânio em níveis elevados e reduza seus estoques do material, que poderia ser utilizado na fabricação de armas nucleares. O governo iraniano, por sua vez, insiste que seu programa tem fins exclusivamente pacíficos e rejeita as acusações de desenvolvimento de armamento nuclear.
JD Vance afirmou que os negociadores seguem discutindo detalhes técnicos e questões de linguagem do possível acordo.
“Ainda não chegamos lá, mas estamos muito próximos e continuaremos trabalhando para isso”, declarou o vice-presidente.
Enquanto as negociações avançam, ambos os países continuam trocando acusações de violações do cessar-fogo. O Irã afirmou ter sido alvo de novos ataques americanos, enquanto os Estados Unidos negaram alegações iranianas de que uma aeronave militar americana teria sido abatida.
O governo Trump enfrenta crescente pressão interna e internacional para encontrar uma solução diplomática duradoura para o conflito, enquanto líderes do Golfo, parlamentares democratas e parte dos republicanos defendem esforços para evitar uma nova escalada militar na região.
Por enquanto, o cenário permanece indefinido. Embora haja sinais de progresso nas negociações, as principais questões relacionadas à segurança regional e ao programa nuclear iraniano ainda precisam ser resolvidas antes que um acordo definitivo possa ser anunciado.