China surpreende o mundo com avanço histórico contra o diabetes

estamos diante do início de uma nova era?

Por Sidnei Batista-@sidney_bat
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Terapia com células-tronco faz pacientes voltarem a produzir insulina naturalmente e reacende debate sobre a possível cura funcional do diabetes

A ciência mundial voltou seus olhos para a China após a divulgação de resultados que podem representar um dos avanços mais relevantes das últimas décadas no combate ao diabetes. Pesquisadores chineses conseguiram restaurar a produção natural de insulina em pacientes utilizando terapia celular regenerativa, um feito que vem sendo apontado por muitos especialistas como um possível marco inicial rumo a uma cura funcional da doença.

Embora manchetes em diferentes países tenham anunciado que “a China descobriu a cura do diabetes”, a realidade científica exige cautela. O que existe neste momento é um avanço altamente promissor, ainda em fase experimental, mas que já demonstra resultados concretos em seres humanos.

Uma mulher de 25 anos com diabetes tipo 1 tornou-se o primeiro caso amplamente documentado em que células derivadas do próprio corpo foram reprogramadas em laboratório e reimplantadas com sucesso para restaurar a produção de insulina.

Após aproximadamente 75 dias do transplante, o organismo passou a responder novamente ao metabolismo glicêmico, reduzindo drasticamente a necessidade de insulina externa.

A base do tratamento está nas chamadas células-tronco pluripotentes induzidas, tecnologia em que células adultas do próprio paciente são geneticamente reprogramadas.

O processo segue cinco etapas principais: coleta de células do paciente, reprogramação em laboratório, transformação em células beta pancreáticas, transplante dessas células e retomada da produção de insulina.

Pesquisadores chineses também relataram melhora importante em pacientes com diabetes tipo 2, incluindo casos em que houve suspensão de medicamentos após estabilização metabólica.

Apesar do entusiasmo, especialistas alertam que os estudos ainda envolvem poucos pacientes, o tratamento continua experimental, o custo é elevado e ainda não existe aplicação em larga escala.

Se confirmados em estudos maiores, esses resultados poderão reduzir a dependência de insulina, diminuir complicações renais, neurológicas e cardiovasculares e alterar completamente os protocolos globais de tratamento.

 

Referências científicas
  1. Nature — stem-cell reversal in diabetes case report
  2. Diabetes UK — stem cell transplant updates
  3. PubMed — regenerative diabetes therapy publications