O que o calor extremo faz com o corpo? Especialistas alertam para riscos

durante ondas de calor

Por James Gallagher
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Períodos de calor intenso podem afetar qualquer pessoa, mas especialistas alertam que alguns grupos correm riscos muito maiores de sofrer complicações graves. Idosos, bebés, crianças pequenas e pessoas com doenças crónicas estão entre os mais vulneráveis durante ondas de calor.

Quando o corpo começa a aquecer, os vasos sanguíneos se dilatam para ajudar na perda de calor. Isso reduz a pressão arterial e faz com que o coração trabalhe mais para bombear sangue pelo organismo.

Ao mesmo tempo, a transpiração provoca perda de líquidos e sais minerais, alterando o equilíbrio do corpo e aumentando o risco de desidratação e exaustão pelo calor.

Os sintomas mais comuns incluem: • tontura • náuseas • desmaios • dores de cabeça • suor excessivo • cãibras musculares
• fadiga intensa

Em situações mais graves, a queda da pressão arterial pode aumentar o risco de ataques cardíacos e AVC.

O organismo humano tenta manter a temperatura corporal em torno de 37°C, independentemente do clima. Porém, durante ondas de calor, esse equilíbrio torna-se muito mais difícil.

Para tentar arrefecer, o corpo aumenta a circulação próxima da pele e intensifica a produção de suor. Quando o suor evapora, ajuda a dissipar o calor corporal.

Especialistas da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA) recomendam medidas simples para reduzir os riscos durante temperaturas elevadas: • manter ambientes frescos e fechados ao sol • beber bastante água • evitar álcool em excesso • permanecer fora do sol entre 11h e 15h • usar protetor solar, roupas leves e chapéus
• evitar exercícios físicos nas horas mais quentes

Autoridades também alertam que ninguém deve deixar bebés, crianças ou animais dentro de veículos fechados durante o calor.

O NHS orienta que pessoas com sinais de exaustão pelo calor sejam levadas imediatamente para locais frescos, hidratadas e refrescadas com água fria.

Caso os sintomas não melhorem em até 30 minutos, o quadro pode evoluir para insolação — uma emergência médica grave.

A insolação pode causar perda de consciência, convulsões e temperatura corporal acima de 40°C.

Especialistas alertam ainda que algumas doenças e medicamentos podem aumentar os riscos associados ao calor extremo.

Pessoas com diabetes, doenças cardíacas, demência ou mobilidade reduzida têm maior dificuldade para regular a temperatura corporal.

Medicamentos como diuréticos, remédios para pressão arterial, Parkinson e epilepsia também podem aumentar o risco de desidratação ou dificultar a transpiração.

Segundo dados do Reino Unido, o calor extremo já provocou milhares de mortes associadas nos últimos anos.

Em 2022, ano em que a Inglaterra registou temperatura recorde de 40,3°C, foram estimadas quase 3 mil mortes relacionadas ao calor.

Especialistas afirmam que o risco de mortalidade aumenta significativamente quando as temperaturas ultrapassam 25°C a 26°C, especialmente no início do verão, quando o corpo ainda não se adaptou ao calor intenso.

FONTE: BBC News